O filme “Pantera Negra” é um marco, sem dúvida na indústria cinematográfica de Hollywood por tratar de temas tão únicos e movimentar discussões, empoderamento e atitudes históricas.
Ao ver o filme percebo muito à presença da questão do racismo, um termos comumente usados em ERER, como uma atitude de aversão a um determinado grupo étnico, um preconceito que aparece muito no inicio do filme, ao mostrar como a polícia trata as pessoas negras, a vida dos moradores dos falados guetos dos Estados Unidos, além de esse racismo estrutural ser uma das causas que motiva as atitudes do vilão.
Outro conteúdo da disciplina que vejo no filme é a questão da identidade negra, não só em um momento específico mais na estética do filme, da criação do universo, dos costumes, misturando costumes, traços, arte do passado, do presente, e criando novas coisas. Isto também tem a ver com o pilar “Ancestralidade” do afrofuturismo, que se apresenta tanto na estética, quanto na presença dos vários ‘panteras negras’, na sucessão do trono, principalmente na cena em que o Pantera Negra se encontra com seus ancestrais naquela árvore.
O Afrofuturismo em si e seus pilares são bem presentes na obra. Além da ancestralidade já mencionada, também temos a questão do protagonismo negro, ao termos um protagonista negro e quase 100% do elenco também negro, sendo estes em posição de herói, vilão, coadjuvantes fortes; também é presente a questão da tecnologia naquele universo de Wakanda, tecnologias que se misturam, que vão do tribal ao tecnológico; E, por fim, a questão do futuro possível, mostrando um lugar como Wakanda, que passou muito tempo fechado para as culturas de fora com medo de que as outras culturas o contaminasse, o explorasse de forma errada, mas que ao final busca uma abertura através desse novo líder, com a certeza que suas raízes não se perdem.
Colagem por Jônatas Amaral
Imagens Retiradas do GoogleImages

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