3. Professores negros da minha vida acadêmica...


Cito aqui os professores negros que tive a honra de conhecer e aprender com eles:

EDUCAÇÃO BÁSICA

Professora Norma – Alfabetização
Professora Suelly – 1º Série
Professora Lúcia – Química – 3º ano do Ensino Médio

GRADUAÇÃO
LETRAS – LÍNGUA PORTUGUESA – UFPA

Profª Dr.ª Alzerinda – Professora de “Fonética e Fonologia” no primeiro semestre do curso.

Profª. Drª Eunice Braga – Professora de Compreensão e Produção Escrita em Língua Portuguesa,  no primeiro semestre do curso.

Profº Drª Ivânia Neves – Professora de Tecnologia Aplicada à Educação no sexto semestre do curso.

PEDAGOGIA – IFPA

Profª Marta Coutinho – Professora das disciplinas de “Planejamento Educacional”, “Prática Educativa IV no contexto do ensino fundamental”, Didáticas específicas das ciências humanas e da natureza, tanto na educação infantil, quanto no ensino fundamental, “Políticas Educacionais”, entre outras.

Profª Helena Rocha – Professora das disciplinas de “Tecnologia Aplicada à Educação” no quinto semestre do curso, e “Educação para as Relações Étnicorraciais” no sexto semestre do curso.


ALGUMAS IMPRESSÕES

Duas dessas professoras me marcaram muito. A primeira delas foi a professora Norma, responsável por me alfabetizar. Ela sempre morou perto de minha casa e acompanhou muitas das minhas conquistas acadêmicas. Já na graduação em Letras-Língua Portuguesa, a professora Eunice Braga foi uma das professoras que mais me inspirou a buscar conhecimentos didáticos sobre a produção de textos, me mostrou de forma prática de que modo as tecnologias podiam fazer parte do processo de ensino. Foi umas das primeiras professoras que mostrou isso e me fez ser apaixonado pela relação da educação com a tecnologia. Encontrei esta professora algumas vezes depois como colega de cursos na área.


Ao pensar nessa questão, percebo que entre os mais de quarenta professores com os quais eu tive a oportunidade de ser aluno, poucos eram negros. Conseguir contar na mão quem foram eles. Isso mostra a mim a desigualdade de acesso as universidades e formações das pessoas negras, muitas vezes por conta do preconceito, da falta de oportunidades. A segunda coisa que me chama atenção foi a importância na minha vida desses professores. Foram poucos, mas todos deixaram um legado, seja ele bom ou ruim, na minha formação, nas minhas aspirações. E pensando na questão afrofuturista, principalmente na graduação, por coincidência ou não, todos eles tinham como princípios formativos, a tecnologia aliada à educação. 

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